Bom dia!
Achei uma notícia bem interessante no
portal IG (conteúdo da Reuters), sobre o uso de dados pessoais de forma
irregular pelo Facebook. Isso mostra que, cada vez mais, o provedor vem
lucrando (muito) ao negociar os nossos dados com grandes empresas. Logo, a relação entre o usuário e o Facebook não é marcada pela gratuidade, mas sim, pela remuneração
indireta.
E como fica a nossa privacidade? Ainda
há privacidade na rede?
"SAN FRANCISCO - Um juiz
norte-americano concedeu nesta segunda-feira (26/08/13) aprovação final para um
acordo de US$ 20 milhões a ser pago pelo Facebook em um processo sobre
publicidade, apesar de críticos afirmarem que o acordo não protege a
privacidade de crianças usuárias da rede social.
Getty Images
Facebook, de Mark Zuckerberg, é responsabilizado na
Justiça dos EUA por abusos em "Histórias patrocinadas".
Cinco pessoas entraram com uma ação contra o
Facebook em 2011, afirmando que o programa da rede social "Histórias
Patrocinadas" informava os amigos dos usuários quando estes utilizavam a
opção "curtir" para determinadas marcas sem pagá-los ou permitir que
eles desabilitassem esse mecanismo.
As "Histórias Patrocinadas" são anúncios
que aparecem na página de notícias dos usuários do Facebook e normalmente estão
ligados ao nome e à foto do perfil de um dos amigos, que "curte" a
marca.
O caso levantou preocupações sobre privacidade e a
forma como o Facebook monetiza conteúdo dos usuários.
Sob os termos do acordo, o Facebook pagará US$ 20
milhões (cerca de R$ 47 milhões) para compensar os demandantes, e prometeu dar
aos usuários mais controle sobre como seu conteúdo é compartilhado - mudanças
que os advogados dos demandantes avaliam em 145 milhões de dólares.
O Facebook cobrou dos anunciantes aproximadamente
US$ 234 milhões (cerca de R$ 556 milhões) pelas "Histórias
Patrocinadas" entre janeiro de 2011 e agosto de 2012, afirmam dados do
processo.
Advogados de defesa dos direitos das crianças
argumentaram que nenhum menor pode ter seu conteúdo compartilhado com
anunciantes. Mas na decisão desta segunda-feira, o juiz do distrito de São
Francisco Richard Seeborg escreveu que o acordo, "apesar de não incorporar
todas as funções que alguns dos opositores prefeririam, possui valor
significativo".
Representantes do Facebook e dos demandantes não
foram encontrados para comentar o caso."
Disponível em: <http://tecnologia.ig.com.br/2013-08-27/facebook-pagara-r-47-milhoes-nos-eua-por-usar-curtidas-em-anuncios.html>
Acesso em: 27/08/2013

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